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Jornal da Madeira, 18-06-2011

Levantamento feito pela Região em dez concelhos aborda ao pormenor o consumo e o seu histórico.

IGA apura redes de água
Levantamento feito em dez concelhos da Madeira com Funchal de fora.

O Governo, através da empresa pública “Águas e Resíduos da Madeira”, fez o inventário das redes de água e do seu consumo em dez concelhos (excepto o Funchal).

 

A “Água e Resíduos da Madeira” (ARM) procedeu ao levantamento do estado, da dimensão e da localização exacta das redes de águas doméstica e residuais de dez concelhos da Região, à excepção do Funchal.

Um trabalho feito pela empresa pública que vai liderar a gestão das águas e dos lixos na Madeira, que «teve como objectivo coligir toda a informação disponível e dispersa por diversas entidades», conforme explica o presidente da ARM, Pimenta de França.

Essa informação, sublinha, «está associada ao consumidor propriamente dito, ou seja aborda tudo o que diz respeito ao consumidor, desde a utilização do contador, o ano e estado do contador e o acesso ao contador aos históricos de consumo (avaliando como os consumos industriais, comerciais e domésticos têm evoluído ao longo dos tempos)».

Depois, o cadastro englobou também a rede propriamente dita, «abrangendo as águas residuais e potáveis». Não foram feitos estudos sobre as águas pluviais.

Ao nível da rede foi tudo inventariado: Todas as infra-estruturas em conduta e em vala, estações elevatórias, reservatórios, equipamentos para reservatórios, hidrantes, etc.

Foram também feitos mapas de localização das mesmas infra-estruturas.
Pimenta de França esclarece que «esse levantamento foi feito com base em reconhecimentos feitos nos próprios locais e os dados foram todos inseridos numa base alfa numérica e georeferenciada». «Estou a falar de um sistema de informação geográfico, que, de certa forma, inclui toda a informação disponível e reconhecida no terreno», acrescentou.

Pimenta de França diz que «há várias vantagens no levantamento». «A primeira é que para se gerir seja o que for é preciso ter o conhecimento efectivo do que se passa. Em segundo, muita da informação não estava registada. Estava na cabeça do encarregado, etc, que enquanto estiverem ao serviço têm a informação, quando não tiverem, a mesma acaba por se esquecer», destaca.

Enfim, enaltece, «para gerir é preciso conhecer e saber o que é necessário fazer», para tal é necessário saber qual o estado efectivo das infra-estruturas».

Numa primeira instância, realce-se, essa informação «vai servir para o preenchimento da base de dados nacional do INSAR (Inventário Nacional de Sistemas de Águas Residuais), uma base de dados nacional que tem de ser preenchida o mais correctamente possível». Portanto, «este trabalho já vai permitir à Região fornecer informação às entidades competentes». 

Miguel Angelo